quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Atividades para os primeiros dias de aulas


 QUEM SOU EU?

NUMA FOLHA DE SULFITE CADA ALUNO FAZ SEU AUTO-RETRATO E ESCREVE O SEU NOME (DO JEITO QUE SOUBER), DEPOIS RELATAM NO COLETIVO COMO ELE É, DO QUE ELE GOSTA, UM POUQUINHO DA SUA VIDA. NO FINAL, A PROFESSORA COLOCA OS DESENHOS NUM MURAL PARA QUE TODOS VEJAM.

Perguntar as crianças quais são as principais dúvidas que vocês têm sobre o 1º e ou 2º ano? Registrar as perguntas, resuma o que vai mudar durante esse ano e explique que elas vão participar de diversas atividades para entender na prática essa passagem.

O Professor coloca a garrafa deitada no chão no centro da sala e a faz girar rapidamente, quando ela parar estará apontando o gargalo para alguém. O Professor dirá uma palavra de boas vindas, estímulo ou elogio à essa pessoa.
A pessoa indicada pela garrafa terá então a tarefa de girá-la e falar para quem ela apontar e assim sucessivamente

Fazer a dinâmica a ÁRVORE DOS DESEJOS cada aluno pode se apresentar dizendo o nome e o que mais gosta de fazer e o que espera aprender durante o ano letivo. Peça que cada criança registre o que falou (a seu modo).


Grande Abraço
Coloque uma música de fundo e peça para que os alunos andem aleatoriamente.
Sem seguida peça para que formem duplas e após pedir para que se abracem. Devem voltar a caminhar só que agora em duplas. Como próximo comando pedir para que as duplas se abracem formando grupos de quatro integrantes e assim sucessivamente até formar um grande abraço com toda a turma.

Chega mais
Os alunos deverão andar soltos pela sala ou pátio ouvindo uma música. O Professor dará os comandos no momento em que pausar a música. Poderá iniciar pedindo que cada um cumprimente com um aperto de mãos o colega que estiver à sua frente. A música volta a tocar e ao pausá-la novamente poderá pedir que cumprimente o colega que está à sua frente tocando em sue braço, e assim por diante até terminar em um forte abraço.

Cante com as crianças, brinque em roda, aproveite para falar sobre
a manutenção, limpeza e conservação do mobiliário e dos materiais de uso coletivo.
Com dinâmicas divertidas, pode ser a brincadeira do trenzinho, apresentar a escola aos alunos;
Os materiais que vamos usar:
Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos entre eles o do Pacto, pincel, tesoura, cola, etc. Peça às crianças que procurem em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas. Oriente a busca dizendo “quente”, se o que procuram está perto, “morno”, se está a uma distância média, ou “frio”, quando estiver longe. Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um. Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado

Meu nome é...
Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.


Explorar com a classe a letra inicial do nome, em seguida listar outras palavras que também iniciem com aquela letra. Propor que pesquisem em jornais, revistas e folhetos outras palavras que também iniciem com a letra do seu nome.

Bingo:
Cada criança receberá uma cartela com a escrita do seu nome.
O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as crianças identifiquem-nas. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela caso haja no seu nome. Assim que a cartela for preenchida o aluno deve gritar: BINGO! Depois do bingo, pedir que contem quantas letras há na escrita dos seus nomes e propor que colem a quantidade representativa em palitos de fósforos ou bolinhas de papel.
Jogo das cadeiras
Propor às crianças que façam um círculo com as cadeiras.
Depois distribui as fichas com os nomes para que as crianças fixem as nas cadeiras. Inicia-se a dança das cadeiras onde ao término da música cada um deverá sentar na cadeira onde consta a ficha com o seu nome. Após a brincadeira as crianças devem registrar nos seus cadernos os nomes dos colegas.

Corrida dos Balões:
Formar as crianças em duas filas.
Distribuir uma ficha com um número para cada criança.
Dado o sinal, uma de cada vez corre até os balões e estoura aquele que tiver o seu número. Dentro estará uma ficha com desenhos de objetos. As crianças devem contar quantos objetos têm na ficha e escrever o numeral correspondente aos objetos no caderno. Depois cada aluno diz qual número escreveu e o professor registra no quadro fazendo a leitura dos mesmos com a turma.


Jogo dos Dados:
Distribuir os alunos em pequenos grupos.
Combinar com os grupos que apenas uma criança por vez jogará um dado, identificando qual a letra sorteada. Se esta fizer parte do seu nome, o grupo marca um ponto.

Todos em roda, em pé, recebem um crachá qualquer, ao sinal da professora cada um deverá ir à busca de quem está com o seu crachá, ao encontrar troque de crachá e coloque-o no quadro.
Cada um deverá pegar o seu crachá que estará no meio da roda, então cada um contará a quantidade de letras que tem o seu nome e deverá encontrar amigos que tem a mesma quantidade de letras, os crachás serão guardados na ordem crescente da quantidade de letras isto é, do nome menor para o maior.

Montagem de um livrinho
Fazer um desenho de interferência com cada letra do nome começando da inicial, para a montagem de um livrinho. O aluno deve escrever do seu jeito os nomes dos desenhos.

Painel de fotos
Montar um painel com as fotos de todos os alunos inclusive da professora com seus respectivos nomes.
Ditado:
Entregue uma lista com todos os nomes dos alunos. Dite um nome da lista. Cada aluno deverá encontrá-lo na sua lista. Em seguida, peça a um aluno que escreva aquele nome na lousa, os demais devem conferir se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todos é importante fornecer algumas ajudas. Diga a quantidade de letras, a letra inicial e final, por exemplo.
Entregue uma lista dos nomes dos alunos da sala. Peça que as crianças digam os nomes dos alunos ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade anterior, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.

Entregue uma lista com os nomes dos alunos. Peça para que recortem os nomes e depois que separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.
Letras do alfabeto: letras do alfabeto pintadas e recortadas em cartolina, isopor, EV A ou outro material. Divida a classe em grupo, sorteie algumas letras para cada grupo que deverá falar o maior número possível de palavras que comecem com aquela letra. O professor escreve todas elas em um cartaz e fixa na parede para que possam consultar quando necessário já que fazem parte do vocabulário ativo da classe.

Dividir a classe em grupos e pedir que cada um pegue o cartão do seu nome. Vence o grupo onde todos pegaram seus cartões mais rapidamente;

ESCRAVOS DE JÓ
Formar um círculo – todos de pé cantarão a música escravos de Jô, porém ao invés de moverem algum objeto o movimento será feito com o próprio corpo.
Combinar antecipadamente que o movimento se dará através de pulos com os dois pés juntos iniciando para a direita.
Objetivo: o entrosamento para o sucesso das atividades.
Então ao cantar:
Escravos de Jó – pular para a direita
jogavam caxangá – pular para a direita
Tira – pular para a esquerda
põe, – pular para a direita
deixa ficar… – ficar parado
Guerreiros – pular para a direita
com guerreiros- pular para a direita
fazem zigue – pular para a direita
zigue – pular para a esquerda
zá – pular para a direita
Proponha aos alunos um ditado diferente: explique que, em vez de escrever palavras, eles hoje vão escrever os números que você for ditando. Entregue a folha de papel ofício e peça-lhe que escreva seu nome sem usar o crachá. Faça o ditado de alguns números de 1 até 20 como eles souberem;

A PROVA DAS QUATRO PALAVRAS E UMA FRASE
A prova escrita de quatro palavras e uma frase têm como finalidade familiarizar o professor com as hipóteses das crianças sobre a escrita. É uma sondagem para nortear o trabalho docente na identificação do nível conceitual de seu aluno.
Para realizar essa prova, devemos sempre manter um clima favorável, podemos pedir sem medos que a criança escreva motivando-a para ela escrever do seu jeito.
Criado esse clima de confiança, conversamos com a criança a respeito de coisas que ela faz, do que gosta, por exemplo, animais, brinquedos, ou o que ela come etc.
Dessa conversa escolhemos as palavras para o ditado. Lembremos que estas palavras devem pertencer ao mesmo grupo semântico.
A prova consiste em escolher quatro palavras variadas quanto ao número de sílabas: uma polissílaba, uma trissílaba, uma dissílaba e outra monossílaba. Ditamos as palavras nessa ordem. Depois propomos uma frase que tenha relação com as palavras ditadas.
Sempre que possível, pedimos à criança que leia o que escreveu passando o dedo. Temos, assim, mais uma oportunidade de identificar o nível de leitura da criança.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES ENVOLVENDO CLASSIFICAÇÃO E SERIAÇÃO



Ao entrar na escola, a criança, por meio de suas experiências cotidianas, já conhece alguns números. Estes nú­meros estão relacionados ao canal de TV à idade de cada um, o número do endereço de sua casa etc. Além de conhecer alguns números, a maioria das crianças nessa fase trazem na memória as sequências numéricas, o Que não significa, no en­tanto, Que tenham construído o conceito de número.
Entendemos Que a construção do conceito de número envolve o desenvolvimento prévio de processos cognitivos, Que poderão ser conojjistados com atividades de classificação e seriação.

CLASSIFICAÇÃO
Entende-se por classificação uma operação lógi­ca realizada a partir do agrupamento de objetos pelos atribu­tos Que lhes são semelhantes.
As atividades de classificação devem levar a cri­ança a:
a)  reconhecer semelhanças e diferenças entre objetos de uma coleção;
b) estabelecer a relação de pertinência entre um ele­mento e um grupo: escolhido um atributo, identifi­car Quais objetos pertencem ou não à classe dos objetos Que têm esse atributo e discriminar a carac­terística pela Qual um objeto pode ou não pertencer a uma coleção;
c)  estabelecer a relação de inclusão, percebendo agrupa­mentos menores presentes num agrupamento maior;
d) estabelecer a relação de disjunção, percebendo ao classificar Quando dois ou mais agrupamentos são absolutamente separados, isto é, não têm elemento comum.

Comportamentos de classificação podem ser considerados como uma das primeiras manifestações de pen­samento lógico do ser humano, portanto, passaremos a apre­sentar as atividades oue desenvolverão ainda mais essa habili­dade natural.

ATIVIDADES DE CLASSIFICAÇÃO

I) Solicitar às crianças oue se agrupem segundo os seguintes critérios: sexo, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, tipo de roupa etc.

2)    Com objetos de sucata, (garrafas pet de cores diferentes, caixas de papelão, copinhos de plástico, caixas de embala­gens diversas, botões diferentes, bolinhas, retalhos de te­cido, pedaços de lixa com diferentes texturas etc, solici­tar às crianças Que classifiquem as peças livremente, agrupando-as por semelhança.
3)    Ainda com objetos de sucata, o professor atribui critérios e solicita oye os alunos separem os objetos. Em seguida, faz juntamente com as crianças a contagem dos agrupamentos construídos pelas crianças e registram-se os números Que esses agrupamentos representam.
4)    Utilizando Blocos Lógicos: o aluno brinca livremente com o material Que lhe é apresentado, passando a conhecer suas características de modo pessoal sem interferência do pro­fessor.
5)    Dominó dos Blocos Lógicos - As crianças jogam par ou ímpar para ver Quem começa o jogo, em seguida a criança Que inicia o jogo escolhe a peça que vai jogar primeiro, a coloca sobre a mesa e justifica o atributo de sua escolha. O próximo jogador deve juntar a segunda peça à primeira uti­lizando um atributo Que as assemelha. Procede-se da mes­ma forma o terceiro jogador, o oyarto... Para continuar o jogo, introduza variações, modificando o número de crité­rios entre cada peça e seu sucessor: duas diferenças; três diferenças; Quatro diferenças. Discuta com as crianças o Que acontecerá se forem cinco diferenças entre uma peça e sua sucessora.
6) O professor retira de uma coleção de Blocos Lógicos as peças com formato redondo e pergunta a um aluno como é a peça. Suponhamos Que a criança responda: uma roda". O professor poderá escolher outra peça redonda, do mesmo tamanho da anterior, porém de cor diferente, fazendo a mesma pergunta. Se o aluno responder Que "tam­bém é uma roda", o professor poderá perguntar: "Então as duas são iguais?". Assim, a criança vai observar Que a peça inicial não se caracterizava apenas pela forma e que ou­tros atributos, como a cor, também podem ser observados.
7)    As peças dos Blocos Lógicos são colocadas em uma saco­la. Cada aluno apanha uma e, sem retirá-la da sacola, tenta descrevê-la pelo tato, da melhor maneira oue puder. A se­guir, retira a peça para Que seus colegas confiram se a des­crição foi adequada.
SERIAÇÃO
São sequências dadas, identificadas por meio de uma regra de formação.
Ao propor situações de desafios, com o objetivo de oue a criança adouira a noção de ordem no seu mundo físico, pretende-se ajudá-la a perceber a ordem no campo dos números (incluir classes).
O objetivo final do trabalho desenvolvido com as atividades de seriação é que a criança desenvolva seu cognitivo para perceber oue cada elemento da série de contagem é um a mais que o anterior e um a menos oue o posterior.
ATIVIDADES DE SERIAÇÃO

1) Organizar frascos plásticos (por exemplo: garrafas de refrigerante), oue contenham Quantidade de lÍQuido diferente utilizando a ordenação "do mais cheio para o menos cheio" e "do menos cheio para o mais cheio".

PREPARAÇÃO DO MATERIAL PARA A REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE:

·         Colore-se água com anilina ou outro corante qualquer;
·         Coloca-se o líquido colorido nas garrafas pet, variando-se visivelmente a Quantidade;
·         Vedam-se os frascos com muito cuidado;
·         Obtêm-se outros conjuntos de frascos apenas variando-se a cor do líquido, recomenda-se a confecção de um mínimo de 4conjuntos, em 4 cores diferentes;
·         Note-se Que o número de frascos de cada conjunto pode variar.
2)                Organizar peças circulares, de igual espessura, cujos diâmetros variam de 2 a 9 cm; a menor peça deve ter 2 cm de diâmetro, a seguinte 3 cm, a outra 4 cm, e assim sucessivamente até a peça maior, de 9 cm de diâmetro para o menor diâmetro para o maior diâmetro".

O material poderá ser preparado em madeira ou em papel-cartão. Caso seja produzido em madeira:

·         Procura-se a colaboração de pais de alunos ou de alguma marcenaria do bairro;
·         Sugere-se a colagem de uma tira de papel ou tecido colo­rido em volta da peça, caso se Queira melhor acabamen­to do material;
·         Podem-se utilizar outras formas geométricas como o Qua­drado, o retângulo e o triângulo para a confecção de ma­terial semelhante a este;
·         O número de peças, bem como o tamanho e a espessura, pode variar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

As Diretrizes Curriculares para as crianças de 6 anos de idade


As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil fornecem elementos importantes para a revisão da Proposta Pedagógica do Ensino Fundamental, que agora incorpora as crianças de 6 anos de idade:
• As propostas pedagógicas para essa faixa etária devem considerar os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo-linguísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total, completo e indivisível.
• Devem, também, buscar a integração entre diversas áreas do conhecimento e aspectos da vida cidadã como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores.
• As estratégias pedagógicas devem evitar a monotonia, o exagero de atividades “acadêmicas” ou de disciplinamento estéril.
• As múltiplas formas de diálogo e interação são o eixo de todo o trabalho pedagógico.
Assim, o papel do professor é o de “provocar”, brincar, rir, apoiar, acolher, estabelecer limites, observar, estimular e desafiar a curiosidade e a criatividade.
É sua função envolver-se com cada aluno, reconhecendo suas conquistas individuais e as coletivas, sobretudo as que promovam a autonomia, a responsabilidade e a solidariedade.
• Cabe à escola e aos professores elaborar uma proposta pedagógica que contemple a organização do espaço e do tempo na escola, os materiais necessários e as parcerias com a família de cada criança.
Quem é a criança de 6 anos?
A experiência prática e as pesquisas nos permitem destacar algumas características marcantes dessa criança. Imaginativa e curiosa, ela busca conhecer o mundo por meio de brincadeiras. Tem capacidade de simbolizar e compreender o mundo que a cerca, estruturando o pensamento e fazendo uso de múltiplas linguagens – o que facilita a participação em jogos que envolvam regras e, por meio deles, a apropriação de conhecimentos, valores e práticas sociais válidos na nossa cultura. Essa é uma fase crucial na vida da criança, em que ela constrói sua autonomia e identidade.
As crianças de 6 anos e as implicações para o trabalho pedagógico
É necessário assegurar que a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental ocorra da forma mais natural possível, não provocando nas crianças rupturas e impactos negativos no seu processo de escolarização. Assim, as escolas organizadas pela estrutura seriada não devem transformar esse novo ano em mais uma série com as características e a natureza da primeira série tradicional.
O currículo para o primeiro ano deve ser organizado em três grandes áreas:
• Ciências Sociais e Ciências Naturais
• Noções Lógico-Matemáticas
• Linguagens
Ciências Sociais e Ciências Naturais (História, Geografia e Ciências)
Ciências Sociais
Trabalhar com os conhecimentos das Ciências Sociais nessa etapa de ensino significa lidar especialmente com o desenvolvimento da reflexão crítica sobre os grupos humanos, suas relações, suas histórias, suas formas de se organizar, de resolver problemas e de viver em diferentes épocas e locais. A família, a escola, a religião, o entorno social (bairro, comunidade, povoado), o
campo, a cidade, o país e o mundo são esferas da vida humana que as atividades devem considerar os aspectos físicos, afetivos, cognitivo-lingüísticos e sociais da criança. É também objetivo do trabalho na área de Ciências Sociais estimular e ajudar a criança a pensar e a desenvolver atitudes de observação, de estudo e de comparação das paisagens, do lugar onde habita, das relações entre o homem, o espaço e a natureza. Ela deve conhecer como a ação humana transforma o planeta e, conseqüentemente, interfere na forma e na qualidade de vida das pessoas. A finalidade última desse trabalho é levar  a criança a investigar e analisar a realidade e intervir sobre ela, reconhecendo-se como parte integrante da natureza e da cultura. Para isso, as atividades pedagógicas devem induzir a criança a identificar diferenças e semelhanças entre as histórias de seus colegas, de outras pessoas e de outros grupos sociais.
Ciências Naturais
Na área das Ciências Naturais, o objetivo é ampliar a curiosidade da criança, incentivá-la a levantar hipóteses e a construir conhecimentos sobre os fenômenos físicos e químicos, sobre os seres vivos e sobre a relação entre o homem e a natureza e entre o homem e as tecnologias.
As atividades didáticas devem desafiar a criança a simular situações, prever resultados, elaborar hipóteses, refletir sobre o cotidiano. Ela deve se posicionar
como parte da natureza e membro da espécie humana – uma dentre tantas outras que habitam o planeta –, estabelecendo as mais diversas relações e percebendo o significado dos saberes dessa área com suas ações do dia-a-dia.
Noções lógico-matemáticas (Matemática)
A estratégia envolve atividades que encorajem a criança a identificar semelhanças e diferenças entre elementos diversos, classificando-os, ordenando-os e seriando-os; que a estimulem a fazer correspondências e agrupamentos e a comparar conjuntos; que a incentivem a pensar sobre números e quantidades, lidando com objetos que lhe são significativos, operando com quantidades e registrando as situações-problema – inicialmente de forma espontânea e, posteriormente, usando a linguagem matemática. As atividades devem ser acompanhadas de jogos e de situações-problema que promovam a troca de idéias entre os alunos.
Linguagens (Língua Portuguesa e Artes)
A criança, desde bem pequena, tem infinitas possibilidades de desenvolver a sensibilidade e a capacidade de expressão. Um dos grandes objetivos do currículo na área das Linguagens é a educação estética – sensibilizar o aluno de modo a que ele aprecie uma pintura, uma escultura, tenha prazer em assistir a um filme e ouvir uma música. A criança dos anos iniciais deve participar de atividades em que possa ver, reconhecer, sentir e experimentar as diversas manifestações da arte, usando a imaginação e atuando sobre elas.
As atividades devem incluir a produção e a recepção de textos orais e escritos. A rotina em sala de aula deve contemplar a leitura de histórias e obras literárias
e a produção de textos com a ajuda de parceiros mais experientes. A leitura e a escrita espontânea de textos, mesmo sem o domínio das convenções da escrita, bem como a participação em jogos e brincadeiras com a linguagem, devem fazer parte da rotina em sala de aula. A meta é encorajar a criança a pensar, a discutir, a conversar e, especialmente, a raciocinar sobre a escrita alfabética, pois um dos principais objetivos do trabalho é assegurar ao aluno
o conhecimento sobre a natureza e o funcionamento do sistema de escrita, a compreensão e a apropriação dos usos e das convenções da linguagem escrita.

CORSINO, Patrícia. “As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento”, in BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. FNDE, Estação Gráfica, Brasília, 2006, pp. 59-61.