segunda-feira, 7 de março de 2011

Dinâmica do Amor

Objetivo: Moral: Devemos desejar ao outro o que queremos para nós mesmos.

Procedimento:

  Para início de ano Ler o texto ou contar a história do "Coração partido" - Certo homem estava para ganhar o concurso do coração mais bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem nenhum estrago. Até que apareceu um velho e disse que seu coração era o mais bonito, pois nele havia. Houve vários comentários do tipo: "Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?" O bom velhinho então explicou que por isso mesmo seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, as pessoas que ele amou e que o amaram. Finalmente “todos concordaram o coração do moço, apesar de lisinho, não tinha a experiência do velho.” Após contar o texto distribuir um recorte de coração (chamex dobrado ao meio e cortado em forma de coração), revistas, cola e tesoura. Os participantes deverão procurar figuras que poderiam estar dentro do coração de cada um. Fazer a colagem e apresentar ao grupo. Depois cada um vai receber um coração menor e será instruido que dentro dele deverá escrever o que quer para o seu coração. Ou o que quer que seu coração esteja cheio.. O meu coração está cheio de... No final o instrutor deverá conduzir o grupo a trocar os corações, entregar o seu coração a outro. Fazer a troca de cartões com uma música apropriada, tipo: Coração de Estudante, Canção da América ou outra.

Tereza Cristina da Silveira Carvalho - Professora- Goiânia- GO

trabalhando com animais

Árvore geneológica

sábado, 5 de março de 2011

Mantenha sempre a perspectiva e o bom humor para cada situação

 Mantenha sempre a perspectiva e o bom humor para cada situação

O relacionamento Professor x Aluno é o calcanhar de Aquiles de todo Professor, é o ponto fraco onde muitos falham.

Quando os alunos são inquiridos sobre o que acham do Professor as respostas são variadas: meu Professor é bonzinho  , carrasco  , chato , grita demais
, só reclama e por aí vai em uma infinidade de adjetivos nada positivos. Mas também há uma luz no final do túnel, dentre as respostas aparecem também o professor legal.
Para os alunos o Professor legal, não tem nada a ver com Professor bonzinho O Professor legal é aquele que sintetiza uma série de características que atuam em um conjunto equilibrado de atitudes e comportamentos diários que fazem com que o aluno sinta-se cobrado, respeitado e instigado a sempre empenhar-se mais. O Professor legal tem a capacidade e o talento de motivar, inspirar e desafiar.

Você deve estar perguntando-se: Quais características são estas que fazem com que a imagem do Professor seja extremamente positiva aos olhos dos alunos?

Um desses comportamentos é: manter a perspectiva em todas as situações.
Neste caso trata-se de não se deixar levar pelo nervoso, stress, irritação e não sair batendo boca com o aluno. O Professor é um adulto, tem uma maturidade conforme sua experiência de vida e formação, coisas que a criança e jovem ainda não tem. Mantenha sempre a perspectiva de Educador (maturidade), jamais caia na posição da criança/jovem (imaturidade).

Outro comportamento que faz o Professor ser considerado legal  é quando ele sabe equilibrar seriedade (cobrança de tarefas, ensino dos conteúdos, regras, procedimentos ) com momentos de humor e descontração e isso implica em saber rir das situações engraçadas e daquelas em que não são tão engraçadas assim. Saiba que, uma pitada de humor pode desequilibrar e romper qualquer momento de tensão e constrangimento dentro da sala de aula e fora dela.

Para que o Professor consiga funcionar no modo `legal` é preciso já ter atingido um patamar de maturidade na sua vida pessoal e profissional. Por isso, reveja todas as áreas da sua vida, reflita sobre o que ainda a motiva a dar aulas, a entrar em uma sala de aula, a fazer parte da vida de crianças e jovens. Se a resposta que você obtiver ainda empolgar você, então já lhe digo, você tem tudo para torna-se um professor Legal.




Roseli Brito

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O PROBLEMA NÃO É A DISCIPLINA


       Todos os dias os Professores estão às voltas em preparar o Plano de Aula ou o Semanário com as aulas a serem dadas naquela semana. As tarefas são planejadas, os materiais são separados. Ele crê que ao fazer desse modo, os alunos aprenderão, e se algo der errado simplesmente aplica a disciplina.

       Então... algo dá errado e os problemas aparecem. O Professor procura preparar a aula seguinte perguntando-se o que ele pode fazer para conseguir a atenção dos alunos, ou motivá-los a empenharem-se nas aulas. Acreditando que alunos mais atentos e motivados oferecerão menos problemas de disciplina.

       Mas, no dia seguinte o ciclo repete-se e o Professor continua tentando lidar com a falta de disciplina dos alunos.
       O problema é que a maioria dos Professores não gastam nenhum tempo gerenciando as suas salas de aula. Se os procedimentos de gerenciamento de sala de aula fossem ensinados, a maioria dos problemas de disciplina na sala desapareceria e mais tempo sobraria para ensinar.

       Você entra na sala de aula munida com os materiais e o Plano de Aula, naquele dia você até criou uma aula mais divertida para prender a atenção dos alunos, porém isso não é o suficiente.

        Se você ainda não criou procedimentos para: prender a atenção dos alunos, distribuir as tarefas, entrar na sala de aula, registro da aula no caderno, trabalho em grupo, procedimentos para faltas e atrasos, entregas de trabalhos e tarefas, apresentação de seminários, procedimentos para quando um aluno finaliza as tarefas antes de todos e um sem número de outras situações que necessitam de novos procedimentos, então lhe digo que quem controla a sala de aula não é você e sim os seus alunos. Eles é que de fato estão gerenciando a sua sala de aula do jeito que eles querem.

         Um Professor eficiente é um mestre no gerenciamento da sala de aula, pois ele sabe que o sucesso do aluno apenas ocorrerá quando o ambiente da sala de aula estiver organizado e estruturado para que o aprendizado possa ocorrer. E isso só acontece quando o aluno está realmente engajado na execução das tarefas.

         Gerenciamento da Sala de Aula e Disciplina não é a mesma coisa. O Professor não disciplina a sala de aula, ele gerencia a sala de aula. Nenhum aprendizado ocorre quando você fica o tempo todo disciplinando. Tudo que a disciplina faz é minimizar um comportamento incorreto, porém não garante aprendizado. O aprendizado só ocorre quando os alunos estão concentrados na realização das tarefas.

 - DISCIPLINA: tem a ver em como os alunos se COMPORTAM
 - PROCEDIMENTOS: tem a ver em COMO as coisas devem ser FEITAS
 - DISCIPLINA: tem a ver com punição e recompensas
 - PROCEDIMENTOS: não existe punição e nem recompensas

         As grandes maiorias dos problemas que os Professores chamam de problemas de comportamento, nada tem a ver com indisciplina. O problema número um na educação não é a falta de disciplina, é a falta de procedimentos e rotinas que acabam deixando os alunos no escuro sem saber como proceder na sala de aula.

         Para que os alunos saibam o que se passa na cabeça do Professor é necessário que o mesmo se manifeste criando os procedimentos e rotinas para o bom funcionamento da aula.

PORQUE OS PROCEDIMENTOS SÃO IMPORTANTES ?

           Os alunos aceitam prontamente a idéia de ter um conjunto bem definido de procedimentos, porque isso simplifica o seu dia a dia. Procedimentos eficientes possibilitam que várias tarefas sejam realizadas dentro do tempo previsto, com o mínimo de confusão e perda de tempo.

        Quando os procedimentos não são estabelecidos, muito tempo da aula é gasto na organização e realização das atividades. Como resultados surgem os comportamentos indesejáveis e então se gasta mais tempo tentando colocar ordem no ambiente.

        Os procedimentos são o alicerce que dão sustentação ao aprendizado dos alunos. O rendimento final dos alunos está intrinsecamente ligado a como o Professor estabelece o controle da sala de aula por meio dos procedimentos criados logo na primeira semana de aula.


Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach

Exterminador do futuro

O Brasil ainda não acertou no Ensino Médio. Vem aí outra reforma e as chances de êxito são mínimas. A proposta do MEC consiste em ampliar o atendimento para o tempo integral e incluir, no segundo turno, a formação profissional. Tudo indica que esse ciclo - considerado o exterminador do futuro - continuará justificando a alcunha.
Os dados indicam isso. O país tem cerca de 9 milhões de alunos no Ensino Médio e só 1 milhão em cursos profissionais. Metade tem mais de 18 anos e quase 50% dos cursos são noturnos.
De cada 10 jovens que iniciam o ciclo, só 4 o concluem. Há mais vagas no 1º ano do que concluintes do Fundamental. E o número dos que ingressam na universidade a cada ano é muito superior ao dos concluintes do Ensino Médio. A realidade mostra que quem não finaliza essa etapa ganha menos do que os formados apenas no Fundamental - o mercado identifica e penaliza fortemente os excluídos.
Onde está o erro? O primeiro problema está no Fundamental: só 15% dos que o concluem estão aptos para algum tipo de Ensino Médio. O segundo é o modelo de ensino que, baseado na estrutura curricular francesa do século 19, se caracteriza por um número enorme de disciplinas obrigatórias.
Esse conceito de educação geral visa preparar ou selecionar alunos para a universidade, via vestibular ou ENEM. Nenhuma outra nação jamais teve um Ensino Médio desse tipo.
As soluções propostas pelo MEC não lidam com as principais questões. Precisamos modificar a concepção de Ensino Médio, reduzindo o peso e número das disciplinas acadêmicas e diversificando os cursos - profissionalizantes ou não - para permitir currículos mais interessantes e saídas mais ajustadas ao mercado de trabalho, cada vez mais flexível.
O vestibular é outra questão. Urge criar mecanismos diferentes do ENEM e semelhantes aos dos demais países: o estudante pode optar pelas disciplinas e as universidades podem estabelecer critérios para aceitar seus alunos, tanto no que tange às matérias quanto às notas.
E isso, claro, só para os que vão cursar universidades. O que impede o Brasil de acertar a mão no Ensino Médio? A meu ver, quatro fatores. Primeiro, em matéria de educação, andamos na contramão do mundo.
Segundo, vigora a ideia de que todos irão para a Universidade e de que todos devem ter formação geral igual no Ensino Médio. Esse elitismo é reforçado pelas pressões corporativistas que visam assegurar mercados de trabalho para professores de disciplinas específicas.
O terceiro fator é o preconceito contra a capacitação profissional e qualquer coisa relacionada ao mercado. O quarto é a falta de entendimento de que essa formação só é eficaz quando ministrada em instituições com ethos desse tipo de ensino.
Quem acompanha o setor sabe que as escolas técnicas federais preparam alunos para as universidades, ao passo que o SENAI os capacita ao mercado. A pretexto de oferecer educação integral em tempo integral, o MEC perpetua os vícios. Onde está a mudança da atual reforma?
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João Batista Araujo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa e Beto

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Discipline e corrija individualmente, jamais faça isso em público

Os jovens gostam muito de estar em evidência, serem vistos, e de saber que são populares entre os amigos.

Enquanto que os alunos do Ensino Infantil e Fundamental I desejam ser acolhidos no sentido carinhoso da palavra ao serem ouvidos e considerados em suas necessidades, os jovens do Fundamental II e Ensino Médio vivem para preservar a auto-imagem no grupo.

Do Infantil ao Ensino Médio, apesar das características dos grupos serem bem distintas, há um dado em comum que não pode ser desconsiderado: o componente emocional. Ambos os grupos desejam ser aceitos, respeitados e valorizados.

Levar tudo isso em conta é de suma importância, pois é a base fundamental no relacionamento Professor x Aluno. E um dos fatores que contribui para comprometer o bom relacionamento é o fato de que muitos Professores se revestem de ira ao disciplinar o aluno e o momento da correção que deveria ser um momento de ensino e reparação torna-se um momento de vingança e retaliação.

Este comportamento de repreender em público acaba alimentando e reforçando o comportamento indisciplinado do aluno, que no sentido de defender a sua imagem perante o grupo, vai até as últimas conseqüências para afrontar o Professor.

Precisa disciplinar? Faça-o de maneira discreta e use de sabedoria. Disciplina eficaz é aquela que faz com que o aluno aprenda tendo que reparar os erros cometidos e não ouvindo um sermão público.

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