sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Proposta pedagógica para o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental

Coordenadora Pedagógica Edney Oliveira
Ensino Fundamental 1º e 2º ano

Proposta Pedagógica para alfabetizar letrando

Na Pista da Educação Contextualizada
Justificativa

Não é qualquer tipo de educação que vai preparar o sujeito para enfrentar o desafio de construir um semi-árido justo, solidário e sustentável, por isto, é preciso pensar em uma educação que se constrói no seio da sociedade, tendo a vida e a história do povo como ponto de partida para uma reflexão do mundo.
Por isso nas séries inicias do Ensino Fundamental será desenvolvido um trabalho de descolonização da educação por meio da construção de uma educação contextualizada que favoreça um diálogo permanente entre o conhecimento cientifico e o saber popular, entre o que se aprende na escola e a possibilidade concreta do desenvolvimento humano sustentável.
Uma educação que busque contextualizar o ensino-aprendizagem com a cultura local, considerando as potencialidades e limitações do semi-árido, num espaço de promoção do conhecimento, de produção de novos valores e a divulgação de tecnologias apropriadas à realidade semi-árida, construindo uma ética de alteridade na relação entre natureza humana e não humana.

OBJETIVOS:
  • Valorizar a diversidade cultural;
  • Retextualizar as práticas de letramento descrevendo os mecanismos textuais que permitirão contextualizar as práticas de leitura e produção da escrita levando em conta o contexto de atuação e formação de um indivíduo crítico formador da sua identidade;

Metas a serem alcançadas
  
·      Alunos do 1º e 2º ano lendo e escrevendo no final de cada ano letivo;

Princípios teórico-metodológicos.

Com base teórica na concepção socioconstrutivista, nossa proposta de trabalho (educação contextualizada) trabalha com conteúdos formativos que favoreçam o desempenho da criança; priorizamos sua realidade cultural, proporcionando momentos de criar, imaginar, transformar, transgredir, conhecer, experimentar e passar do imaginário para o real. A criança tem a oportunidade de aprender a conhecer o mundo que a rodeia, ampliando a capacidade de trabalhar uma variedade de assuntos, abrindo-se a outras linguagens e outros conhecimentos partindo dos seus conhecimentos prévios.



Fundamentações teóricas:
Socioconstrutivismo
Vygotsky, por quê?

Para os socioconstrutivistas o papel da linguagem é fundamental. Mais do que uma simples auxiliar do pensamento, ela é uma poderosa "ferramenta cultural", capaz de modificar os rumos do desenvolvimento. Outros sistemas simbólicos, como a linguagem matemática, também são vistos como poderosos instrumentos para o pensar. O processo de aquisição de todos esses instrumentos é essencialmente dependente das interações das crianças com os outros, especialmente com adultos que utilizam e dominam as diferentes linguagens simbólicas.
A teoria de Vygotsky fornece subsídios necessários para que compreendamos a complexidade do sujeito e a forma como ele aprende e se desenvolve, possibilitando para nós, educadores, uma atuação pedagógica comprometida, integrada e contextualizada à sociedade em que vivemos.
Vygotsky nos fornece uma pista, sobre o papel da ação docente: o professor é o mediador da aprendizagem do aluno, facilitando-lhe o domínio e a apropriação dos diferentes instrumentos culturais. Mas, a ação docente somente terá sentido se for realizada no plano da Zona de Desenvolvimento Proximal. Isto é, o professor constitui-se na pessoa mais competente que precisa ajudar o aluno na resolução de problemas que estão fora do seu alcance, desenvolvendo estratégias para que pouco a pouco possa resolvê-las de modo independente.
Emília Ferreiro por quê?
As teorias desenvolvidas por Emilia Ferreiro seguir os pressupostos construtivistas/interacionistas de Vygotsky e Piaget.
Ela explica as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos.
Nível pré-silábico I
O pensamento da criança está baseado no ecônico (desenho). Ela pensa que se pode ler onde há desenho.
Nível pré-silábico II
A criança ingressa nesse nível quando abandona o desenho e utiliza as letras para escrever. Percebe, também, que não pode escrever com uma letra só, e começa utilizar no mínimo três letras para cada palavra.
Nível-silábico
É o período em que a criança percebe que a escrita corresponde ao que falo e que, para cada parte da palavra ( as sílabas) é imitido um som. Utiliza uma letra para cada sílaba, se defrontam com tão poucas letras.
Nível silábico-alfabético
A criança percebe que outros não podem ler o que ela escreve e essa situação de conflito faz com que a criança comece a negar a hipótese de uma letra por sílaba e a utilizar mais do que uma letra para a apresentação.
Nível alfabético
Nesse momento ocorre o chamado “estalo” da alfabetização que corresponde á descoberta da fonetização da sílaba. Porém, entrar no nível alfabético não significa ainda saber escrever corretamente, nem do ponto de vista léxico (dicionário).
Magda Soares letramento por quê?
Magda Soares concorda que é através do sócio-construtivismo, em que as crianças experimentam a linguagem que se escreve como um elemento do seu cotidiano, através de leituras de textos “reais” encontrados além do ambiente escolar, quer dizer, livros, notícias, poesias, letras de canções, etc. Nesse caso, não há uma seqüência exata para aprender o alfabeto. A criança conhece letras, palavras e textos ao mesmo tempo.
Magda Soares coloca que o letramento é prazer, é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições, não só na escola, em exercícios de aprendizagem. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir com a imprensa diária, fazer uso dela, selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as tiras de quadrinhos. Letramento é usar a leitura para seguir instruções (receita de biscoito), para apoio à memória (a lista de compras no supermercado), para a comunicação com quem está distante ou ausente (um recado, um bilhete ou um telegrama). Letramento é ler histórias que levam a lugares desconhecidos sem sair da cama onde estamos com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer dos personagens, verdadeiros amigos. Letramento é usar a escrita para se orientar no mundo (o atlas), nas ruas (os sinais de trânsito), para receber instruções (montar ou instalar um aparelho), enfim, é usar a escrita para não ficar perdido. Letramento é ainda, descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender-se, lendo ou escrevendo e é descobrirem alternativas e possibilidades, descobrir o que você pode ser.

Metodologia

A metodologia concebe o Semi-árido como tema indispensável nas salas de aula, abordado em toda a sua riqueza social, cultural e ambiental e aproximando a educação à realidade dos estudantes.
Utilizaremos à pedagogia de Alternância no que diz respeito a trabalhar primeiro é o espaço familiar e a comunidade de origem (realidade); em segundo, a escola onde o educando/a partilha os diversos saberes que possui com os outros atores/as e reflete-se sobre eles em bases científicas (reflexão); e, por fim, retorna-se a família e a comunidade a fim de continuar a práxis (prática + teoria) seja na comunidade, na propriedade (atividades de técnicas agrícolas) ou na inserção em determinados movimentos sociais.
Vale ressaltar que, utilizaremos essa metodologia com o objetivo de alfabetizar, mas partiremos sempre do conhecimento dos alunos trabalhando primeiro sua realidade, pois como afirma Vigotysk "o conhecimento resulta da interação do sujeito com o ambiente".
Procedimentos Metodológicos:
 A dinâmica da sala inclui as seguintes rotinas:
·         Acolhida;
·         Curtindo as leituras; (leitura do professor e aluno).
·         Correção do para casa;
·         Desenvolvimentos das atividades da aula;
·         Revisão do dia;
·         O para casa;
·         Avaliação;
Língua Portuguesa
A concepção sócio construtivista de ensino não exclui as formas convencionais de realizar o ensino das diversas áreas de conhecimento como as aulas expositivas e trabalhos em grupo na sala de aula, já o que importa não é exatamente o tipo de procedimento utilizado, mas a garantia de possibilidade intelectual dos alunos.
1. Trabalho com texto:
Utilizar um texto por semana e retirar do mesmo, palavras-chave que servem a dois propósitos. Em primeiro lugar, o propósito fonético. As palavras-chave obedecem a uma exigência e a uma seqüência fonética, as sílabas vão sendo apresentadas em ordem de dificuldade, das mais simples às mais complexas, do ponto de vista ortográfico. E em segundo lugar, as palavras-chave servem como “texto” que permite contextualizar a situação de aprendizagem a realidade do aluno.
Vale frisar que o texto servirá de suporte para trabalhar os conteúdos programáticos de todas as disciplinas, tendo como objetivo maior a leitura e escrita.

2. Trabalho com a palavra-chave contextualizada:
  • A palavra-chave é apresentada através de um desenho gerador, permitindo que o aluno associe o significado a grafia, e parta do particular para o genérico, o universal, o mais abstrato;
  • O desenho gerador é o valor figurativo da palavra-chave, isto é, o desenho da coisa significada. Não se trata apenas de uma ilustração, mas de um convite ao diálogo à compreensão das relações da palavra, do desenho, do som e do contexto significativo da palavra;
     Como trabalhar com a palavra-chave?
·         Fazer a leitura da palavra;
·         Escrever a palavra com letras cursiva minúscula e maiúscula;
·         Retirar da palavra à sílaba-chave e trabalhar a família silábica;
·         Formar palavras com cada sílaba;
·         Recortar palavras de revistas e jornais que têm a sílabas estudadas;
·         Representar através de desenhos as palavras estudadas;
·         Formar frases com as palavras;
À medida que vai ampliando o campo das palavras, o professor cria frases e pequenos textos com os alunos, promovendo o exercício de leitura com compreensão e criatividade;
3. Trabalhar uma dificuldade ortográfica por semana até as crianças aprenderem a ler;
  1. Durante o ano trabalhar quarenta e duas famílias silábicas dentro dos textos semanais.

Matemática:
O número é uma estrutura mental construída pela criança a partir da capacidade natural de pensar. Por isso, ao entrar na escola, a criança, por meios das suas experiências cotidianas, já conhece alguns números, trazem na memória seqüências numéricas, o que não significa, no entanto, que tenha construído o conceito de número.
Entendemos que a construção do conceito de número envolve o desenvolvimento prévio de processos cognitivos, que poderão ser conquistados com atividades de classificação e seriação. Após ter trabalhado atividades de classificação e seriação, passaremos a realizar atividades com o material dourado para introduzir o sistema de numeração decimal.
Trabalharemos com jogos, pois os mesmos são atividades trabalhadas em grupo, e envolve regras. Essas regras permitem que haja uma interação social entre os sujeitos, possibilitando a tomada de decisões conjuntas, as quais são essenciais ao desenvolvimento da autonomia.
Apresentaremos problemas de lógica com a finalidade de desenvolver o gosto pela resolução de problemas, a capacidade de interpretação de dados e situações, bem como o raciocínio lógico estrutural.
Ressaltamos que a geometria é trabalhada na escola, pois, a mesma  é  estuda as propriedades dos objetos e de suas transformações. Tal estudo se inicia com as crianças a partir da exploração do mundo que as cerca. Primeiramente, pela manipulação dos objetos – por meios dos sentidos e, posteriormente, pela razão.

Ciências Naturais
O ensino na área de Ciências permite que, por meio de atividades práticas, a criança vivencie o processo de reconstrução do conhecimento e elabore um pensamento científico criado e sistematizado por meio de um processo investigativo.
A proposta metodológica para o ensino de ciências nas séries iniciais deve acreditar no potencial criador da criança e na sua capacidade de apreensão do conhecimento de uma forma prática  e vivenciada.
Por meio dessa metodologia, o aluno tem a possibilidade de estruturar seus conceitos. No momento em que o aluno começar a elaborar seus conceitos sobre experiências vividas, é função de o professor fornecer-lhe os subsídios teóricos que lhe permitam entender e compreender o fenômeno de uma forma mais simples.
A atividade educativa pode ser desenvolvida em três momentos pedagógicos: problematização inicial, organização do conhecimento e aplicação do conhecimento. As especificidades de cada um deles são as seguintes:
Problematização inicial: são apresentadas questões e/ou situações para discussão com os alunos. Sua função, mais do que simples motivação para se introduzir um conteúdo específico, é fazer a ligação desse conteúdo com as situações reais que os alunos conhecem e presenciam para os quais provavelmente eles não dispõem de conhecimento científico suficientes para interpretar total e corretamente. A problematização poderá ocorrer pelo menos em dois sentidos. De um lado, pode ser que o aluno já tenha noções sobre as questões apresentadas, fruto da sua aprendizagem anterior, na escola ou fora dela. “Suas noções poderão estar ou não de acordo com as teorias e as explicações das Ciências, caracterizando o que se tem chamado de ‘concepções alternativas” ou “conceitos intuitivos” dos alunos. A discussão problematizada poderá permitir que o aluno sinta necessidade de adquerir outros conhecimentos que não detém.
Organização do conhecimento: neste momento, o conhecimento em Ciências Naturais necessários para a compreensão do tema e da problematização inicial será sistematicamente estudado sob orientação do professor. Serão desenvolvidas definições, conceitos, relações. O conteúdo é programado e preparado em termos para que o aluno aprenda.

Aplicação do conhecimento: destina-se, sobretudo, a abordar sistematicamente o conhecimento que vem sendo incorporado pelo aluno, para analisar e interpretar tanto as situações iniciais que determinaram o seu estudo, como outras situações que não estejam diretamente ligadas ao momento inicial, mas que são explicadas pelo mesmo conhecimento.

História

O educador pode definir o referencial sóciopolítico, historicamente correto de acordo com momento que ele atravessa. Partindo daí, a proposição se torna diferente das outras, pois as práticas do dia-a-dia de professores e alunos os ajudam a construir coletivamente, inserindo-os no contexto sociocultural.
Nesse contexto escolar, com o compromisso pela construção de uma sociedade livre, participativa, democrática, justa, solidária e fraterna, queremos propor atividades escolares que busquem caminhos de superação e transformação das práticas vigentes nas escolas.
Uma das possíveis propostas é a metodologia dos projetos.
A metodologia de projetos pedagógicos é importante porque contextualiza o conteúdo a partir do momento em que é possível o estudo de temas importantes, no horizonte político pedagógico da comunidade e desperta o interesse dos alunos e trabalha a interdisciplinaridade.
  Tratando-se da interdisciplinaridade como “atitude”, é necessário que, ao trabalhar essa metodologia, o professor esteja munido de um espírito epistemológico, bem amplo, para que possa perceber as relações de uma disciplina com as demais que estão sendo trabalhadas de forma interdisciplinar.
São muito interessantes as ligações entre história, Geografia, Ciências naturais, artes, Português quando, em um conteúdo, utilizam atividades úteis na construção de conceitos históricos, científicos e geográficos. Criando e estudando o mundo em que vive dessa forma interdisciplinar, evidentemente, o homem terá mais oportunidade de modificá-lo à medida que conhecê-lo como um “todo”.
Geografia
Estando as criança, desde sua concepção, imersas no mundo social e natural, torna-se importante que as relações homem/sociedade/natureza, vividas pelas crianças, sejam estudadas por elas desde suas primeiras experiências na escola.
A construção do conhecimento em geografia deve partir do levantamento do que os alunos já sabem sobre determinado assunto e o estudo por meio da realização de pesquisas sempre mediadas pelo professor.
A “geografia do aluno” é o ponto de partida para a ampliação dos conhecimentos geográficos e a superação do senso comum por meio da construção de conceitos científicos, para isso, é importante a seleção de conceitos básicos na Geografia que permitam ao aluno a extrapolação do que aprendeu na escola, a busca de novos conhecimentos por si próprio e a relação desses conhecimentos com a sua vivência sócio espacial
O professor pode utilizar vários recursos como fotografias, mapas, filmes, livros de literatura infantil ou paradidáticos, teatro de fantoches, construção de maquetes, desenhos de espaços vividos. Entre os principais recursos a serem utilizados no estudo de geografia estão os trabalhos de campo, pois os mesmos proporcionam a observação in loco das paisagens, o que facilita a compreensão dos alunos.
O professor também deve confeccionar um material específico para uso dos alunos, detalhando as atividades que deverão realizar durante o trabalho contextualizando com a cultura da região.
O currículo
Segundo Sacristán ( 1999,p.61), o currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à escola e à sociedade.
O currículo Formal já traz prescritas institucionalmente  os conjuntos de diretrizes com os Parâmetros Curriculares Nacionais.
O currículo Real está  voltado para a realidade do aluno, ou seja, o educador prepara  as suas aulas de acordo as dificuldades dos  educandos. Nas  séries iniciais o foco maior é a leitura, escrita e as quatros operações, por isso teremos aula de português todos os dias até o intervalo, durante três dias depois do intervalo aulas de matemática e dois dia após o intervalo aulas de história e geografia.
O currículo Oculto denomina as influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho do professor, envolve o comportamento, a atitude e os gestos que são desenvolvidos na escola, por isso o educador e todos envolvidos no ensino/aprendizagem devem ter cuidados com suas posturas, pois as mesmas podem influenciar para o bem ou para o mal o caráter dos estudantes.
Avaliação
Avaliação Formativa por quê?
A avaliação Formativa é realizada durante o processo, ou seja, enquanto o assunto vem sendo trabalhado pelo professor e alunos. Tem como propósito informar os resultados da aprendizagem (parciais) ainda no decorrer do desenvolvimento das atividades, possibilitando as informações necessárias, com vistas a assegurar a aprendizagem do aluno. Indica como os alunos vêm se modificando em face dos objetivos propostos. Busca situar professor e aluno durante um processo de ensino e aprendizagem. Além disso, essa é a avaliação indica pelo RCNEI.
Instrumentos avaliativos:
Observação direta, dossiê/portfólio e prova.

Observação:
O educador deve observar a aprendizagem do aluno e registrar os dados coletados durante a observação. É importante que os alunos conheçam as regras do jogo, ou seja, o que será observado, o uso que será feito dos dados coletados na observação o que será transformado em nota, entre outras informações.
A observação requer que seja feito um registro, documentando esse tipo de avaliação. Algumas formas de registros são mais indicadas:
·         Registro de observação: é a anotação dos fatos observados, eliminando interpretações pessoais;
·         Fichas de observação: selecionar-se antecipadamente um roteiro ou questionamento, contendo o que se deseja observar. Podem ser elaboradas fichas individuais ou para um grupo;
·         Anedotário: descrição breve de fatos importantes, significativos e relevantes ao processo;
·         Lista de verificação ou check List: registro objetivo de desempenhos ou comportamentos;

Dossiês/Portfólios
Dossiês e Portfólios correspondem “à organização de uma coletânia de registro sobre aprendizagens do aluno que favoreçam ao professor, aos próprios alunos e ás famílias uma visão evolutiva do processo”. São as intenções de quem organiza que o tornam significativo.
Para se organizar um Dossiê/Portifólio, é preciso ter clareza dos propósitos que se pretendem, pois eles não constituem apenas um amontado de trabalhos e atividades dos alunos, mas uma organização de atividades que proporcionam a percepção do desenvolvimento e da aprendizagem do aluno e o progresso na construção do conhecimento. “Precisa constituir-se em um conjunto de dados que expresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos de pensar e fazer, alusivos à progressão do estudante”.
      Podem compor um dossiê/portfólio as atividades, tarefas, trabalhos, relatórios elaborados pelos alunos, bem como as anotações e registros do professor inclusive da observação direta em sala. No entanto, não basta só reunir todo o material, é preciso analisa-lo e discutir com o aluno e com os responsáveis dos mesmos a caminhada e os avanços, superando a subjetividade de ambos os envolvidos.

Conselho de classe
O conselho de classe são reuniões periódicas dos professores, diretores, coordenadores, representantes de pais e alunos com o fim de se conhecer mais a turma e o aluno individualmente. Precisa ser bem claro e definido o objetivo de cada conselho. O conselho é realizado no início do ano letivo para se fazer um diagnóstico da turma, ao fim de cada unidade e ao final do ano letivo.
Alguns cuidados que são tomados durante o Conselho de Classe:
·         Não rotular o aluno, eliminando padrões pré-estabelecidos;
·         Fazer observações concretas;
·         Debater o aproveitamento do aluno individualmente e de toda a turma;
·         Estabelecer o tipo de assistência especial que será dispensada ao aluno que não apresenta rendimento favorável;
·         Aperfeiçoar o trabalho diário do professor com o aluno, a partir de apontamentos emitidos pelos participantes;
·         Orientar o aluno sobre como e o que estudar, bem como a auto-avaliar-se;
·         Avaliar a eficácia dos instrumentos utilizados pelo professor;
·         Permitir à família e ao aluno uma visão clara de seu desempenho por meio de parecer descritivo;

Prova

A prova somente será utilizada como instrumento de avaliação a partir do momento que as crianças estiverem lendo e escrevendo e a mesma tem um valor de 25% do total 100% da nota avaliada.

Portfólio de Classe feito pela Coordenadora Pedagógica
A cada mês a coordenadora visita as turmas e verifica o desenvolvimento da aprendizagem de cada aluno e o desempenho do educador. Faz um relatório do observado e anexa no portfólio da turma.
No final do ano o professor (a) do 1º ano  da turma de maior desempenho na aprendizagem, tendo em média 90% dos alunos lendo e escrevendo pequenos textos e o educador 2º ano que a turma além de 90% ler e escrever tenha noções básicas das quatro operações, ganharão o prêmio de Melhor Alfabetizador Letrado de 2009.

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